Extratos da reunião de 11/09/2016



A reunião teve início com os cumprimentos do nosso Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Mattos, que cumprimentou  os presentes e solicitou ao Acadêmico Clodomiro Bannwart Júnior a leitura do nosso Credo Acadêmico. 
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DESTAQUES ACADÊMICOS:


DIA DA PÁTRIA
Em homenagem ao dia da Pátria, ocorrido no dia 07 deste mês, a Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina apresentou uma  Exaltação à Pátria, com declamação de trechos de letras das canções Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Minha Terra (Waldemar Henrique), Canta Brasil (David Nasser,) Hino da Independência (Evaristo da Veiga), Hino à Bandeira Nacional (Olavo Bilac) e Hino Nacional Brasileiro (Joaquim Osório Duque Estrada).
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A relação entre homem-animal na vida contemporânea

Acadêmico Wilmar Sachetim Marçal

Estudiosos acreditam que os cães surgiram da domesticação do lobo cinzento asiático há cerca de 100.000 anos. Com o passar do tempo os filhotes de lobo foram se adaptando a aproximação do homem e, assim, se tornou um animal muito dócil. Atualmente estima-se que exista no mundo inteiro aproximadamente 400 raças de cães. Eles se tornaram animais sociáveis e possuem várias características que os tornam de grande utilidade para o ser humano.
Você já se perguntou por que o cão é considerado o melhor amigo do homem?
A frase “O cão é o melhor amigo do homem” foi dita durante um julgamento feito pelo advogado americano, George Graham Vest em 1870, quando defendia a morte de Old Drum o melhor cão de caça de um fazendeiro local. Um vizinho, desconfiado que o animal andava matando suas ovelhas, deu ordens para que atirassem no cachorro, quando Old Drum foi encontrado morto seu proprietário resolveu processar o culpado. Com um belíssimo discurso George Vest ganhou a causa.
Estima-se que a importância do cão para o ser humano seja muito maior do que imaginamos. Você já deve ter escutado histórias de cães que se tornaram verdadeiros heróis ao salvarem a vida de seus donos ou defende-los até as últimas circunstâncias. Além disso, a história tem vários registros de cães prevendo tempestades, buscando sobreviventes sobre os escombros de terremotos e ajudando a polícia federal no combate as drogas. Essas atividades dos cães são possíveis porque eles possuem excelente visão, olfato e audição, são inteligentes, relativamente dóceis. A visão noturna dos cães é muito melhor que a dos humanos. O seu ângulo de visão também é mais amplo, devido aos olhos estarem ao lado da cabeça. Os cães são obedientes ao homem e possuem boa capacidade de aprendizagem. Desse modo, eles podem ser adestrados e executarem grande número de tarefas. Outra importante contribuição dos cães ao homem, é o fato de se tornarem cães-guias, sendo os olhos de uma pessoa portadora de deficiência visual. Os animais recebem um adestramento minucioso que começa quando ainda são filhotes
Nos dias atuais os cães se tornaram mais que amigos do homem. São companhias que sempre esperam a chegada das pessoas da casa para recebe-las com o abanar da cauda e latidos de alegria. Essas companhias estão sendo testadas também com sucesso em hospitais, onde os donos dos cães ficam internados por vários dias e a visita do animal, segundo os médicos, auxilia a recuperação do homem doente.
Há cães ainda treinados para serem o guia de pessoas com deficiência visual, em projetos que os preparam desde filhote. São os conhecidos cães-guias, muito importantes na inclusão de pessoas cegas ou com diminuição de acuidade visual. Também os cães são treinados para resgatar pessoas vítimas de terremotos e catástrofes pelo seu faro apurado em procurar seres humanos, vivos ou mortos. A Polícia Federal Brasileira, bem como as autoridades policiais em vários outros locais do mundo, utiliza os cães para combater o narcotráfico em portos e a aeroportos. Os animais são treinados desde pequenos e se tronam aliados na busca de drogas que tanto assolam famílias em nossos dias.  
Os cães sempre são carinhosos e demonstram grande lealdade a seu dono. Se o dono está triste o cão sente e fica ao seu lado, mesmo que agredido, a maioria deles não guardam mágoas contra o agressor, permanecendo com o mesmo carinho e obediência. Baseado nestes acontecimentos e em inúmeras situações é que os cães ficaram conhecidos como o Melhor Amigo do Homem.
Não se tem conhecimento de uma amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a do homem-cão. Aliás, não se tem registro de cães que tenham ódio, inveja ou mágoa. Essas particularidades são exclusivas da espécie humana. 
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MOMENTO DE ARTE



A Acadêmica e artista plástica Saide Maruch apresentou três telas de sua autoria, intituladas "Meninas na Primavera", criadas para saudar esta estação que ora se inicia. 
Ao mesmo tempo, apresentou-se um breve Jogral para ilustrar as telas, com a participação de quatro crianças do Colégio São José, de Cambé, sob a coordenação de sua diretora, a Acadêmica Aparecida de Fátima Pedrosa Mandelli, que apresentaram Meninas na Primavera de autoria da Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina:

Colorindo as flores,  
enfeitando a vida
menina inocente
brinca com as cores, 
alegremente.

Aprende 
desde a infância
a contemplar a beleza
e a amar
o que a natureza
vem nos ofertar.

Menina consciente 
do dever        
de cuidar para colher
vai regando, 
cheia de graça, 
todas as flores 
por onde passa.

Ela percebe
que, pelo encanto e formosura,
são as flores a assinatura 
de Deus na Terra.

Meiga menina
anelados cabelos 
banhados de sol
beija a face do girassol,
como a agradecer a Deus
pela maravilha da Criação! 

Três meninas (flores em botão) 
com ternura nos ensinam
uma sábia lição.

Com gestos espontâneos 
de infantil singeleza
mostram-nos que a vida           
poderá se tornar          
mais bela e prazerosa, 
se soubermos valorizar   
o  que Deus nos oferece
de forma tão generosa!

Meninas na primavera   
transmitem-nos o exemplo 
de que devemos fazer nossa parte 
na construção 
de um mundo melhor!

Com pincéis, 
prancheta, regador,
colorindo, regando as flores
e com o beijo inocente
a expressar gratidão
revelam as doces crianças,
que elas são as esperanças
de um futuro melhor
para esta Nação.

E para o planeta 
que, com imenso amor,
legou-nos  o Divino Criador!


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PALESTRA


O palestrante principal do dia foi o Dr. Jupiter Villoz Silveira, que brindou os presentes com uma importante apresentação sobre o tema Quimiodependência.


Dr. Jupiter é gaúcho, nascido em Sant’Ana do Livramento (RS). 
Reside em Londrina (PR) desde 1972. 
Médico, endocrinologista e homeopata, ex-presidente da Associação Médica Espírita de Londrina, um dos fundadores da Casa do Caminho, 
ex-presidente e atual membro do Conselho Administrativo dessa instituição. 
É palestrante muito requisitado.  















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Edital

Foi afixado à entrada da sede um Edital de Convocação dos Acadêmicos para o dia 18 de setembro, às 10 horas, no mesmo local, para: 
I - Apresentação e confirmação dos nomes dos candidatos a uma cadeira como Membros Efetivos da Academia.
II – sugestões para a alteração dos Estatutos Sociais, em atendimento à legislação vigente.
III – Sugestões para a Cerimônia de Comemoração dos 38 anos de instalação da Academia, que ocorrerá no dia 25 de novembro, à noite, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).
Aos Acadêmicos também foi enviado o edital completo com maiores informações.

Nossa presidente entrevistada no "Pauta em Debate"



A presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, Leonilda Yvonneti Spina, foi entrevistada no programa Pauta em Debate, da TV Tropical (CNT) em 31/08 último, pelo também Acadêmico Clodomiro Bannwart Júnior, contando a história e os objetivos da Academia.
Clique e assista em tela grande.


Extratos da reunião de 14/08/2016

Mesa diretiva, com Pilar Álvares Gonzaga Vieira, 1a. Vice-Presidente,
Leonilda Yvonneti Spina, Presidente e
Maria Lucia Victor Barbosa, 2a. Vice-Presidente

Leitura do Credo Acadêmico pelo
Acadêmico 
Miguel Contani. Ao fundo,
Mestre de Cerimônias
Jonas Rodrigues de Matos


DESTAQUES 



A Prece de um Juiz 
De João Alfredo Medeiros Vieira, juiz catarinense (aposentado), professor e escritor. 
Apresentação pela Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina 

Senhor! Eu sou o único ser na Terra 
a quem Tu deste uma parcela da Tua Onipotência:
o poder de condenar ou absolver meus semelhantes.
Diante de mim as pessoas se inclinam;
à minha voz acorrem; à minha palavra obedecem,
ao meu mandado se entregam; ao meu gesto 
se unem, ou se separam, ou se despojam.

Ao meu aceno as portas das prisões 
se fecham às costas do condenado
ou se lhe abrem, um dia,
para a liberdade. O meu veredicto 
pode transformar a pobreza em abastança
e a riqueza em miséria. Da minha decisão
depende o destino de muitas vidas.

Sábios e ignorantes, ricos e pobres, homens
e mulheres, os nascituros, as crianças,
os jovens, os loucos e os moribundos,
todos estão sujeitos, desde o nascimento
até a morte, à Lei, que eu represento
e à Justiça, que eu simbolizo.

Quão pesado e terrível é o fardo 
que puseste nos meus ombros!
Ajuda-me, Senhor!
Faze com que eu seja digno
desta excelsa missão!
Que não me seduza a vaidade 
do cargo, não me invada o orgulho, 
não me atraia a tentação do Mal,
não me fascinem as honrarias,
não me exalcem as glórias vãs.

Unge as minhas mãos, cinge a minha fronte,
bafeja o meu espírito, a fim de que eu seja 
um sacerdote do Direito, que Tu criaste
para a Sociedade Humana. 
Faze da minha toga um manto incorruptível!
E da minha pena não o estilete que fere,
mas a seta que assinala a trajetória
da Lei no caminho da Justiça.
Ajuda-me, Senhor, a ser justo e firme,
honesto e puro, comedido e magnânimo, 
sereno e humilde. Que eu seja implacável 
com o erro, mas compreensivo
com os que erraram. Amigo da Verdade
e guia dos que a procuram.
Aplicador da Lei, mas antes de tudo
cumpridor dela.

Não permitas, jamais, que eu lave
as mãos como Pilatos diante do inocente,
nem atire, como Herodes, sobre os ombros
do oprimido, a túnica do opróbrio.
Que eu não tema César nem, por temor 
dele, pergunte ao poviléu se prefere
“Barrabás ou Jesus”...

Que o meu veredicto não seja o anátema 
candente e sim a mensagem que regenera, 
a voz que conforta, a luz que clareia, a água
que purifica, a semente, que germina, a flor
que nasce no azedume do coração humano. 
Que a minha sentença possa levar consolo 
ao atribulado e alento ao perseguido. 
Que ela possa enxugar as lágrimas
da viúva e o pranto dos órfãos.

E quando diante da cátedra em que me assento 
desfilarem os andrajosos, os miseráveis,
os párias sem fé e sem esperança nos homens,
espezinhados, escorraçados, pisoteados 
e cujas bocas salivam sem ter pão 
e cujos rostos são lavados nas lágrimas
da dor, da humilhação e do desprezo, Ajuda-me,
Senhor, a saciar a sua fome e sede de Justiça!

Ajuda-me, Senhor!
Quando as minhas horas
se povoarem de sombras; 
quando as urzes e os cardos 
do caminho me ferirem os pés;
quando for grande a maldade dos homens; 
quando as labaredas do ódio crepitarem 
e os punhos se erguerem;
quando o maquiavelismo e a solércia
se insinuarem nos caminhos do Bem 
e inverterem as regras da Razão;
quando o tentador ofuscar a minha mente 
e perturbar os meus sentidos,
Ajuda-me, Senhor!

Quando me atormentar a dúvida, 
ilumina o meu espírito;
quando eu vacilar, alenta a minha alma;
quando eu esmorecer, conforta-me;
quando eu tropeçar, ampara-me.

E quando um dia, finalmente,
eu sucumbir e já então,
como réu, comparecer 
à Tua Augusta Presença
para o último Juízo, 
olha compassivo para mim. 
Dita, Senhor a Tua sentença.
Julga-me como Deus...
Eu julguei como homem.


“A Prece de um Juiz” foi traduzida para mais de cinquenta idiomas 
e divulgada em dezenas de jornais, revistas, suplementos, 
antologias, etc., do mundo inteiro.
(Para facilitar a memorização, o texto foi formatado 
como poesia, com permissão do autor.)   
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Prepyat - ainda vida
Poema de Oksana Zabushko, tradução e apresentação pela Acadêmica Ludmila Kloczak 

(Prepyat é uma cidade abandonada na área evacuada ao redor de Tchernobyl, na Ucrânia. Residiam ali os membros do corpo técnico que atuava na usina nuclear. Pripyat é a denominação em russo). 

Pode ser que amanhecia
A luz enrugada como folhas.
O cinzeiro cheio.
Uma sombra multiplica-se nas quatro paredes.
A sala está vazia.
Nenhuma testemunha
Mas alguém esteve aqui.
Um momento atrás duas lágrimas tremeluziram
Na madeira polida.
(Será que um casal vivia aqui?)
No espaldar um paletó, recentemente preenchido por um corpo,
Desmanchava-se num monte. Não há ninguém,
Entre, olhe ao redor os panos.
Somente o sopro de ar, esmagado
Como se por um tanque.
Um sweater meio acabado lembra os dedos de alguém.
Um livro aberto, marcado por uma unha.
Que espantoso, esse silêncio além dos limites
Na madeira polida, duas manchas.
No assoalho sob a cadeira uma maçã,
Mordida mas não escurecida.


Da obra: A kingdom of fallen statues. Ed. Marco Carynnyk. 
Trad. Inglesa Lisa Sapinkoph. Toronto: Wellspring, 1996. (Trad. Livre). 

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Dilemas da maturidade
Apresentação pela Acadêmica Maria Lúcia Victor Barbosa:


Tudo na vida é um processo e, assim, chega um tempo em que a flor vira fruto, que depois amadurece e deixa cair suas sementes para que elas floresçam novamente através do ciclo da vida.
Também, nós, seres humanos, temos nosso período de flor e de fruto quando amadurecemos e espalhamos nossas sementes de experiência para que floresçam através de novas vidas e de novos saberes.
Por isso, quantas vezes nos surpreendemos ao perceber que estamos renovando atitudes, valores, comportamentos que nos foram passados por nossos pais ou, então, são nossos filhos que adaptam o que lhes ensinamos através de ensinamento práticos, de boas ideias, de conselhos, da educação, de tudo que lhes transmitimos não só geneticamente, mas do aspecto cultural que contribui para formação do caráter dos nossos descendentes.
Contudo, não só aos filhos transmitimos nossas sementes de conhecimento e experiência. Quando maduros estamos prontos para semear na sociedade todo o saber acumulado que o tempo cultivou em nosso espírito. Há, porém, algo nem sempre permitido aos mais velhos: usufruir no outono crepuscular de suas existências do conforto, da paz e do reconhecimento antes de mergulhar no sono de inverno que a noite eterna traz consigo. Isto porque, nem sempre a própria família e a sociedade permitem aos menos jovens realizarem as atividades profissionais ou não, que tanto contribuíram para o aperfeiçoamento das futuras gerações.
No Brasil, apesar de certos avanços, ainda existem ideias bastante erradas sobre a questão da idade. Costumamos chamar jovens de 20 anos ou mais de crianças, mas com 35 anos o indivíduo começa a ter alguma dificuldade de acesso ao mercado de trabalho no tocante a concursos públicos e contratações. Depois do cinquenta a pessoa é revistada com olhares quem procuram uma possível invalidez e logo que chega aos sessenta é classificado na tabela da terceira idade quando se supõe que não há mais possibilidade daquele indivíduo produzir.
Portanto, apesar dos avanços da ciência e da medicina que possibilitam agora ao ser humano viver muito mais, somos uma nação na qual se envelhece precocemente do ponto de vista cultural. E pior, a maioria dos idosos não consegue acumular o suficiente par ter uma vida tranquila e digna nem dispor dessa etapa de maneira desejável.
Tudo isso precisa mudar para que o Brasil alcance a idade da razão. É preciso de algum modo integrar o idoso na sociedade. Afinal, como os moços, a pessoa madura tem sonhos e desejos, não servindo apenas para onerar a Previdência Social. O governo, as universidades e outras entidades podem e muito ajudar nesse processo.
Recorde-se, que hoje, 25 milhões de brasileiros, pouco mais de 12% da população estão com 60 anos ou mais. Em 2050 serão 64 milhões ou 30% da população. Ao mesmo tempo a expectativa de vida aumenta e vai saltar de 75 para 81 anos.
É, então, interessante perguntar como vivem hoje as pessoas mais velhas. Antigamente, quando muitos familiares viviam juntos, em geral os idosos eram cuidados em casa e faleciam rodeados por parentes.
Agora, a família nuclear composta do pai, da mãe e de poucos filhos ou nenhum, sendo que, além do marido muitas mulheres trabalham fora. Não existe, portanto, espaço para idosos e muitos preferem sua independência e moram sozinhos, pois sabem perfeitamente como se cuidar.
Aliás, um levantamento feito com 30 000 pessoas em sessenta países, incluindo o Brasil, constatou que um dos maiores medos diante do envelhecimento é a perda de autonomia, o que significa perder a capacidade física e mental, o conforto e depender da família como um fardo.
Nesse caso, ou se contrata cuidadores ou a pessoa vai viver em casas de repouso ou em lugares bem mais agradáveis, como os existentes em São Paulo, onde o idoso encontra companhia e conforto a custos muito altos, inacessíveis a maioria da população, sendo que os mais pobres amargam o fim em asilos.
Já existem cursos de treinamento de cuidadores. E um interessante programa denominado Porteiro Amigo do Idoso, criado em 2010 pelo médico Alexandre Kalache, que já capacitou 1 700 porteiros no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas gerais e Belo Horizonte.
Porém, estamos longe dos condomínios residenciais de alto nível, exclusivos para idosos, como os existentes no exterior. Nesses moldes deverá chegar um em São Paulo, em 2018, da construtora Tecnisa, com 384 apartamentos. O aluguel mensal será aproximadamente de R$ 15.000,00.
Portanto, diante do aumento da expectativa de vida é necessário que as pessoas se preparem para seu amanhã outonal. Também se pense em políticas públicas e programas particulares que possibilitem aos mais velhos, não apenas um fim humanizado, mas um presente com dignidade, respeito e tratamento otimizado do corpo e do espirito.
Muito países alcançaram essa meta. Quem sabe poderemos nos aprimoramos para buscar o mesmo objetivo? Tudo depende de vontade, planejamento, criatividade. E não pode demorar muito, não dá para ficar esperando 2050.
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PALESTRA

Reflexões acerca dos problemas mais frequentes no uso da língua materna
Por Vladimir Moreira *


A palestra-aula, "Reflexões acerca dos problemas mais frequentes no uso da língua materna", teve como objetivo pensar alguns aspectos da estrutura da língua que sempre nos incomodam na hora de falar e, principalmente, na hora de escrever. Dentre os problemas selecionados, primeiramente, revisamos as mudanças do Novo Acordo Ortográfico, uma vez que modificar estruturas da língua já internalizadas é um processo um tanto complicado. No segundo momento da palestra, revisamos alguns elementos da construção textual que podem nos confundir, como por exemplo: "senão e se não", "o mesmo", "pleito e preito"; agradecimento: obrigado, obrigada e variantes", "risco de vida, risco de morte", "confrade, confreira", "a poeta, a poetisa" e outros. Na terceira parte, exercitamos o uso de palavras como: pôr, fazer, ter e coisa, estabelecendo a palavra mais precisa para substituí-las dentro do contexto utilizado. Para encerrar, brincamos com o uso da vírgula.

Prof. Vladimir Moreira recebendo o
Certificado de Participação das mãos da
1a, Vice-Presidente Pilar Álvares Gonzaga Vieira
* Formado em Letras Vernáculas e Clássicas pela UEL. Especialista em Língua Portuguesa  pela UEL. Mestre em Língua Portuguesa pela PUC-SP. Doutor em Semiótica e Linguística Geral pela USP. Professor no Curso de Letras da UEL, na área de Metodologia e Prática de Ensino de Língua Portuguesa e Literaturas. Coordenador Geral na UEL do Programa de Desenvolvimento Educacional. 







Extratos da reunião de 10/07/2016




Mesa diretiva composta por Maria Lucia Victor Barbosa, 
2a. Vice-Presidente, Leonilda Yvonneti Spina, Presidente 
e Pilar Àlvares Gonzaga Vieira, 1a. Vice-Presidente

Jonas Rodrigues de Matos
Nosso Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Matos, deu início à reunião mensal da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, desejando boas vindas a todos os presentes.  

Sergio Alves Gomes
O Acadêmico Sergio Alves Gomes, Orador da Academia, procedeu à leitura do Credo Acadêmico.

DESTAQUES ACADÊMICOS:

Leonilda Yvonneti Spina
A Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina apresentou a declamação dos poemas:

A IDADE DE SER FELIZ

Existe somente uma idade
para a gente ser feliz.
Somente uma época na vida
de cada pessoa
em que é possível sonhar
e fazer planos e ter energia bastante
para realizá-los, a despeito
de todas as dificuldades e obstáculos.

Só uma idade para a gente
se encantar com a vida
e desfrutar tudo, 
com toda a intensidade, 
sem medo nem culpa
de sentir prazer.

Fase dourada, 
em que a gente pode criar
e recriar a vida à nossa própria
imagem e semelhança
e vestir-se de todas as cores 
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores, 
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite 
à luta que a gente enfrenta 
com toda disposição de tentar
algo novo, de novo, e de novo, 
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz
na vida da gente 
chama-se presente 
e tem a duração
do instante que passa...

Mario Quintana 
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O MOÇO

Não me perguntem quantos anos tenho;
e sim,
quantas cartas mandei e recebi.
Se mais jovem, se mais velho... o que importa,
se ainda sou um fervilhar de sonhos,
se não carrego o fardo da esperança morta!

Não me perguntem quantos anos tenho;
e sim,
quantos beijos troquei - Beijos de amor!
Se a juventude em mim ainda é festa,
se aproveito de tudo a cada instante
e se bebo da taça gota a gota...
Ora! Então pouco se me dá que gota resta!

Não me perguntem quantos anos tenho:
mas...
queiram saber de mim se criei filhos,
queiram saber de mim que obras eu fiz,
queiram saber de mim que amigos tenho
e se a alguém, pude eu, tornar feliz.

Não me perguntem quantos anos tenho
mas...
queiram saber de mim que livros li,
queiram saber de mim por onde andei,
queiram saber de mim quantas histórias,
quantos versos ouvi, quantos cantei.

E assim, somente assim, todos vocês,
por mais brancos que estejam meus cabelos,
por mais rugas que vejam no meu rosto,
terão vontade de chamar-me: O MOÇO!
E ao me verem passar aqui... ali...
não saberão ao certo a minha idade,
mas saberão, por certo, que eu vivi!

Moacyr Sacramento
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Apresentação: "De olho nos olhos"

Mário Jorge Tavares *


Mário Jorge Tavares
O apresentador fez uma explanação pormenorizada da luz e as cores (espectro visível). Como é formada a visão e a comparação com uma câmera fotográfica. Da anatomia do olho humano para ver as cores e da visão noturna. Da questão do daltonismo. 
Por que os olhos de algumas pessoas ficam vermelhos, quando se tira fotos com flash e quais os fatores envolvidos no fenômeno. Deu dicas de como evitar ou pelo menos atenuar o efeito dos olhos vermelhos, ou como tratar após o registro fotográfico. 
Da luz não visível, tal como o espectro infravermelho e ultravioleta. Suas aplicações e como o telescópio espacial Hubble faz registros fotográficos do infravermelho ao ultravioleta, e em níveis, que nenhum olho humano conseguiria enxergar.


Abordou a estrutura diferenciada dos olhos de alguns seres, principalmente de hábitos noturnos e seu brilho quando atingidos por farol de carro, luz da Lua, tais como do leão, coelho, gato, cão, macaco, jacaré, aranha, peixes. 

Espectros infra-vermelho e ultra-violeta

Ao final da apresentação, Mário Jorge Tavares convidou aos presentes que apreciarem fotografia, participarem das reuniões semanais (sábados das 16 as 18h) do Foto Clube de Londrina. 


 * Mário Jorge Tavares é especialista em Administração e Telecomunicações e interessou-se pela  fotografia, como seu hobby preferido, no final da década de 1960 quando era desenhista de arquitetura. Participou dos cursos “Fotografia em Externa”. “Fotografia Digital”, “Oficina de Iluminação de Estúdio para Fotografia Publicitária e Fotografia na Nikon School Brasil em São Paulo. Teve imagens selecionadas pela Sercomtel em 2009 para a confecção dos cartões telefônicos para telefones públicos. Obteve o 1º. Lugar em fotos preto-e-branco no 50º Salão Jauense Internacional de Arte Fotográfica. Coordenador do livro Cliques e Escritos – Foto Clube de Londrina – 40 anos, lançado em janeiro de 2011. Autor do livro: Sercomtel – Marca de Pioneirismo, enfocando a história das telecomunicações de Londrina

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PALESTRA

Revista Sesinho e o discurso do SESI para a infância: a apropriação da linguagem dos quadrinhos no âmbito da comunicação institucional

Profa. Marlene Ferreira Royer *

Profa. Marlene Ferreira Royeur
Este estudo propõe a análise da revista Sesinho, publicação do Sesi - Serviço Social da Indústria, no período de 2001 a 2011 visando identificar a utilização do material como prática comunicativa e como o discurso da entidade se revela na linguagem iconográfica das histórias em quadrinhos, no âmbito da comunicação institucional. 
A leitura dos quadrinhos reside na compreensão das palavras e imagens, que juntas, delimitam o conteúdo da mensagem transmitida e, nesse contexto, o estudo problematiza a apropriação dessa linguagem na construção do discurso do Sesi para a infância, público alvo da publicação. 
Neste trabalho são abordados os conceitos referentes à comunicação organizacional, área que abrange os estudos do fenômeno comunicacional das organizações, com a perspectiva relacional, que considera a relevância de todos os atores na produção do discurso da entidade. Nesta área, tem destaque a vertente da comunicação institucional que representa as formas para que o discurso organizacional seja compartilhado e compreendido pelos públicos que direta ou indiretamente influenciam e são influenciados pelas organizações. 
Considera-se nesta pesquisa, como discurso institucional os enunciados da indústria, em suas diversas formas de linguagem, que visam produzir sentido junto aos seus interlocutores, contemplados aqui como os diversos públicos com os quais o Sistema Indústria se relaciona. 
A pesquisa adota o método qualitativo e ocorre em dois níveis: o descritivo, que pretende descrever as características das linguagens visual e verbal das publicações com o estabelecimento de relações entre as mesmas; e o exploratório, com a finalidade de se obter uma visão geral dos dez anos de produção do material. 
A Profa. Marlene Ferreira Royer recebendo
o Certificado de Participação das mãos do
Acadêmico Julio Ernesto Bahr
O procedimento metodológico adotado neste estudo para coleta e análise de dados é a Análise de Conteúdo, uma técnica de característica híbrida que pode ser utilizada de maneira sistemática para a análise de conteúdos da linguagem verbal e visual, portanto, aplicável ao estudo das imagens dos quadrinhos, no qual se pretende identificar as construções discursivas que estão imbricadas na linguagem iconográficas. 
As considerações obtidas revelam que a utilização das histórias em quadrinhos no âmbito da comunicação institucional pode contribuir com a produção de sentidos por parte do leitor, quando este reconhece os significados e os impactos emocionais das imagens, sendo assim, uma prática comunicativa relevante e adequada à natureza relacional da comunicação nas organizações. 
Assim, o estudo pode contribuir com novas abordagens de pesquisas no campo da imagem e sua relação com o campo da comunicação organizacional, onde seja considerada a convergência dos quadrinhos com a perspectiva da comunicação interacional que veem as organizações como construções discursivas.

* Relações Públicas, Mestre em comunicação, docente de programas de  pós graduação na Uel e na Faculdade Integrada de Campo Mourão. Atua na área de comunicação há 20 anos em várias instituições de Londrina, Ibiporã e Maringá
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Falecimento de Acadêmico


Foto histórica de Raul Zanoni
O Acadêmico Raul Zanoni, advogado, pioneiro do rádio em Londrina, faleceu no dia 03/06/2016 aos 92 anos na cidade de Florianópolis, onde residia com o filho. Zanoni foi diretor da Rádio Difusora e em 2004 foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Londrina. Era titular da cadeira número 13 da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina.
O Acadêmico Edison Maschio, também jornalista, ao comentar o ocorrido, discorreu sobre a brilhante trajetória de Raul Zanoni nesta cidade.
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Visita Ilustre

Tivemos a honra de receber a visita do empresário Klaus Nixdorf, filho de imigrantes alemães e pioneiro da cidade de Rolândia, PR. 
Formado em agronomia pela Universidade de Madison, Wisconsin (EUA), Klaus Nixdorf presenteou a nossa Academia com seu livro "Acorda Brasil" - um relato de suas aventuras, trabalhos e situações arriscadas e desafiadoras que enfrentou durante a "Expedição América Unida".
São 710 páginas com histórias e fotografias que certamente fascinam a todos. 
O exemplar doado à Academia em breve poderá ser consultado na nossa sede, no Instituto Cultural José Gonzaga Vieira.