Extratos da nossa reunião de 08/10/2017

Mesa diretiva composta pela presidente da nossa Academia, 
Pilar Álvares Gonzaga Vieira, ladeada pelo
Acadêmico e palestrante da noite, Elve Miguel Cenci à esquerda e
pelo ilustre visitante Acadêmico Afonso Sousa Cavalcanti,
presidente da Academia de Letras, Artes e Ciências Centro-Norte do Paraná


Nosso Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Matos,
comandou o protocolo da reunião


O Acadêmico Sergio Alves Gomes procedeu à leitura do nosso Credo Acadêmico

PALAVRA DA PRESIDENTE:


Gratidão

Por que terá o homem concebido a ideia de escolher um dia, entre os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, para agradecer pelas coisas que desfrutou durante todos os outros dias? Este é simplesmente outro esforço por sistematizar todos os seus assuntos pessoais e impessoais. Tomou o velho calendário solar e complicou-o com meses, semanas e dias, ate tornar um difícil problema a determinação de datas exatas com referência à antiguidade – e atualmente está de novo se propondo a realizar outras mudanças no calendário. Dividiu o tempo segundo um esquema singular de modo que duas casas contíguas podem apresentar diferença de uma hora em seu horário padrão. Em seguida, inventou o horário de verão, para tentar ganhar tempo, aproveitando mais da luz do sol e não tanto da luz das estrelas.
O homem tem, na verdade, tantas coisas por que agradecer que, se tomasse apenas um fato significativo de cada dia para meditar e dar graças a Deus, precisaria no mínimo dos trezentos e sessenta e cinco dias do ano para realizar os respectivos agradecimentos. Como espera o homem reduzir todas as suas atitudes de devoção e toda sua gratidão a um único dia ou parte de um dia, é algo que não podemos compreender.
Todos nós temos, independentemente de nossa posição na vida, muitas coisas pelas quais dar graças. Mesmo nossos sofrimentos, se corretamente compreendidos, são lições valiosas que muitos outros no mundo ficariam felizes de experimentar.
Se ainda conservamos a capacidade de pensar, e ainda podemos mover nosso corpo e manter a consciência no ser de Deus, temos mais do que provavelmente merecemos, e devemos ser gratos e continuamente reconhecidos por esses dons.
Começamos agora mesmo fazendo de cada dia um dia de reconhecimento pelo que temos, em vez de um dia de lamentações pelo que não temos, e veremos que as portas do Céu e as bênçãos do Cósmico irão fluir mais abundantemente como nunca antes.
E que o sentimento de gratidão por todos os acontecimentos seja uma constante em nossas vidas.
Que o verdadeiro espírito de Deus possa preencher o coração de toda Humanidade, dos mais elevados sentimentos de Amor, Paz Profunda, Fraternidade Universal e Harmonia, para que haja Luz, muita Luz a iluminar o Caminho de todos os homens.
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Após esta reflexão, foi feita uma comunicação aos presentes de que a até então presidente da nossa Academia, Leonilda Yvonneti Spina, solicitara demissão do cargo em caráter irrevogável por problemas de saúde e ordens médicas. Por esta razão, assumiu o cargo a 1a. Vice-Presidente, Pilar Álvares Gonzaga Vieira, que passa a dirigir os destinos de nossa entidade. Após esta comunicação, a nova presidente agradeceu à Acadêmica pelo trabalho e pelos esforços desenvolvidos em prol da instituição.
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PRESENÇAS ESPECIAIS

Acadêmicos de Apucarana, ladeando nossa presidente, presentes à reunião 


O Acadêmico Afonso Sousa Cavalcanti, presidente da Academia de Letras, Artes e Ciências Centro-Norte do Paraná, brindou os presentes com a leitura de poesia de sua autoria:


Águas vindas do céu

Nuvens fortes carregadas,
Pelo vento arrastadas,
Sem pressa os pingos lançam.
Lá na terra os agricultores
Aos poucos festejam as flores
Das plantações que ora avançam.

A cidade inteira quer comida
E anseia por boas bebidas
Feitas com as águas puras.
O tempo novo existente
Muda as ideias das gentes
Para o encontro de novas canduras. 

A terra é nova, fora lavrada
E por ideias novas trabalhadas
Inspira uma enorme produção.
Os grãos ao chão foram lançados,
Já com nascituros bem planejados,
Ao enchimento dos celeiros da Nação.

Chuvas trazem mudanças climáticas,
Solucionam as problemáticas
Dos grandes abastecimentos.
As cidades enchem seus reservatórios,
Garantem projetos ora notórios
E facilitam ao Estado o desenvolvimento.

Nuvens soltas e esvoaçantes,
Simplesmente objetos passantes
Percorrem os céus das cidades.
Todos dizem: vai chover
E para o bem começam a torcer
Para que haja do céu cumplicidade.

A chuva é maravilha,
Com ela a mente fervilha
Com novas coisas a fazer.
A chuva indica abundância,
Encurtamento da distância,
Ao invés de irrigar o vir a ser.

A água que das nuvens sai,
À terra ela vem e cai,
Para molhar o solo sagrado,
Com ela vltamos nossa mente,
Rezamos ao Pai Onipotente
Por nos dar enorme agrado.
Mandaguari, 16/08/2017


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DESTAQUES ACADÊMICOS
"Como vai a Europa"
Acadêmico José Ruivo

Em consonância com o Patrono da cadeira número 12, historiador Alexandre Herculano, a qual me cabe ocupar, tenho procurado registrar e pensar nos factos que acontecem no nosso dia a dia, suas origens, causas determinantes e possíveis projecções futuras, e que serão então as bases concretas para os trabalhos dos historiadores de amanhã.
Refiro-me àqueles cientistas que, antes de tudo, buscam a verdade dos factos; não àqueles que acreditam e põem em prática, ao escrever, o axioma ditado por Joseph Staline, num Congresso do Partido Comunista em Moscou: “Verdade, é o que convém ao Partido, no momento dado”. Em razão deste pensamento assistimos, na Rússia, à substituição dos livros de História, a cada ditador que sucessivamente assumiu o poder.
Três notícias, publicadas no jornal português “O Diabo”, entre muitas outras que diariamente me chamam a atenção, quer por suas inverdades, quer por sua doutrinação subliminar, me parecem de serem de interesse para aqui trazer a vosso conhecimento.
A primeira diz respeito à degradação moral, a que os “Libertinários heróis revolucionários de 25 de abril estão levando o Cristianíssimo Portugal, desde sempre consagrado “Terra de Santa Maria”.
A irmã Lúcia, a última sobrevivente dos pastorinhos a quem a Senhora do Rosário apareceu em Fátima em 1917, deixou escapar o fruto de suas meditações, que as irmãs do Carmelo de Coimbra se apressaram a registrar:
“Se Portugal não aprovar o aborto, está salvo; mas se aprovar, terá muito que sofrer. Pelo pecado da pessoa, paga a pessoa que dele é responsável; mas pelo pecado da Nação, paga Todo o Povo. Porque os governantes que promulgam as leis iníquas fazem-no em nome do Povo que os elegeu."
(narrativa oral)
Hoje, sobre Portugal, pesam três pecados sociais que pedem reparação e conversão: o divórcio, o aborto e o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. É a grande crise moral que explica todas as outras crises. Num corpo doente de gangrena, por mais tratamentos que façam, enquanto não for erradicado o foco do mal, não terá melhoras e a morte será o seu fim. Assim acontece no tecido social: enquanto a imoralidade grassar como peste mortífera, todo o povo gemerá e terá muito que
sofrer. No artigo em questão, de título: “Sodoma e Gomorra em Albufeira” com fotografias, se expõem factos que aqui trago a vosso conhecimento.
Num segundo artigo de título: “Os Socialistas não comem criancinhas, apenas as multam”, se observa como a administração municipal socialista em Londres, que, segundo me parece é presidida por um muçulmano, (no momento não tenho a fonte em que li esta informação) é isenta de quaisquer sentimentos humanitários.
Num terceiro artigo intitulado: “Testemunho de um médico na Alemanha”, se observa como de facto a ocupação muçulmana na Europa já começou. Sub-repticiamente aqueles refugiados das guerras do norte da África querem impor aos países que os acolheram as suas leis, os seus costumes e a sua maneira de viver, em contradição ao que já há dois mil anos se dizia: “Em Roma, sê romano”. Se és visitante ou refugiado ou apenas residente temporário ou permanente, deves submeter-te às leis dos países de acolhimento.
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Gíria de malandro: outra faceta 
da língua portuguesa
Acadêmico Julio Ernesto Bahr

A gíria, no Brasil, tem um acervo de mais de 50 mil palavras, e a cada dia recebe um número maior, devido às diversas criações feitas pelas “tribos” que a difundem, como esqueitistas, surfistas, policiais, malandros, jogadores de futebol, jovens que frequentam baladas, estudantes e outros.
"Fuçador" que sou, encontrei esse depoimento prestado perante um juiz lá no Rio de Janeiro, pelo indivíduo alcunhado de “Zé da Ilha” após o cometimento de um crime. O depoimento foi transcrito exatamente como relatado ao juiz: 

"Seu doutor, o patuá é o seguinte: depois de um gelo da coitadinha, resolvi esquiar e caçar uma outra cabrocha que preparasse a marmita e amarrotasse o meu linho de sabão. Quando bordejava pelas vias, abasteci a caveira, e troquei por centavos um embrulhador. Quando então vi as novas do embrulhador, plantado como um poste bem na quebrada da rua, veio uma pára-queda se abrindo. Eu dei a dica, ela bolou. Eu fiz a pista, colei. Solei, ela bronquiou. Eu chutei. Bronquiou mas foi na despistas porque, muito vivaldino, tinha se adernado e visto que o cargueiro estava lhe comboiando. Morando na jogada, o Zezinho aqui, ficou ao largo e viu quando o cargueiro jogou a amarração dando a maior sugesta na recortada. Manobrei e procurei engrupir o pagante, mas sem esperar recebi um cataplum no pé do ouvido. Aí, dei-lhe um bico com o pisante na altura da dobradiça, uma muquecada nos amortecedores e taquei os dois pés na caixa da mudança, pondo por terra. Ele se coçou, sacou a máquina e queimou duas espoletas. Papai muito rápido, virou pulga e fez a Dunquerque, pois vermelho não combinava com a cor do meu linho. Durante o boogie, uns e outros me disseram que o sueco era tira e que iria me fechar o paletó. Não tenho vocação pra presunto e corri. Peguei uma borracha grande e saltei no fim do carretel, bem vazio, da Lapa, precisamente às quinze para a cor de rosa. Como desde a matina não tinha engulido gordura, o ronco do meu pandeiro estava me sugerindo sarro. Entrei no china pau e pedi um boi à Mossoró com confeti de casamento e uma barriguda bem morta. Engolia a gororoba e como o meu era nenhum, pedi ao caixa pra botá no pindura que depois eu ia esquentar aquela fria. Ia me pirá quando o sueco apareceu. Dizendo que eu era produto do mangue, foi direto ao médico legal pra me esculachar. Eu sou preto mas não sou o Gato Félix, me queimei e puxei a solingem. Fiz uma avenida na epiderme do moço. Ele virou logo América. Aproveitei a confusão pra me pirá, mas um dedo duro me apontou aos xipófagos e por isto estou aqui".

Atordoado, o juiz mandou chamar um "tradutor" que esclareceu:

- Senhor Doutor, a história foi a seguinte: 
"Depois que fui abandonado por minha companheira, resolvi procurar outra que me preparasse a comida e lavasse meus ternos. Quando caminhava pela rua, entrei num botequim, tomei uma cachaça e comprei um jornal. Depois de ler as notícias do jornal, encostado num poste na esquina da rua, vi que uma morena se aproximava toda faceira. Olhei-a, ela também. Segui-a de longe e olhando de soslaio para trás, vi que seu companheiro a seguia. Percebendo o jogo, fiquei de longe e vi quando ele a segurou pelo braço e mandou-a para casa. Fui saindo, mas antes de poder me afastar mais, o amásio da moça me agrediu. Revidei dando-lhe com o sapato um chute no peito, um soco no maxilar e, de um salto, com outro chute no peito, joguei-o por terra. Ele sacou sua arma e atirou, mas eu já havia fugido, porque o sangue não combinava com a cor do meu temo. Durante a briga, disseram-me que o moço era policial e me mataria. Não tenho vocação para defunto. Corri e peguei um ônibus, descendo no fim da linha, no Largo da Lapa, precisamente às 15 para as seis horas (hora do crepúsculo). Como desde manhã não havia me alimentado, e meu estômago reclamava, entrei num restaurante chinês e pedi um bife a cavalo com arroz, e una cerveja preta bem gelada. Tomei a refeição e como não tinha dinheiro, pedi ao caixa para assentar no caderno que depois eu pagaria a conta. Ia sair quando o policial apareceu. Disse que eu era malandro, e foi direto ao cozinheiro para falar mal de mim. Eu sou preto, mas não sou Gato Félix, fiquei aborrecido e puxei da navalha. Agredi o meu rival. Ele ficou todo ensanguentado. Aproveitei a confusão para fugir, mas alguém me delatou apontando-me aos ‘Cosme e Damião’ e por isto eu estou aqui".
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"A trova - uma cultura milenar"
Acadêmico Maurício Fernandes Leonardo

Exibindo o certificado da premiação

Nosso Acadêmico Maurício Fernandes Leonardo trouxe notícias da sua participação nos "XIX Jogos Florais em Curitiba", onde foi premiado com a trova que abrange o tema "ALÉM DA FOTOGRAFIA", representando a cidade de Ibiporã: 

Além da fotografia, 
Na parede pendurada... 
ficou a casa vazia 
 e uma saudade danada!

O Acadêmico teceu ainda considerações sobre a arte de criar trovas, trazendo livros a respeito e nos brindando com várias trovas divertidas e de duplo sentido, frisando que estas não tinham sentido pornográfico e que sua interpretação depende apenas das mentes dos ouvintes.
No mesmo concurso, houve a participação de nossa Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina, que também foi premiada representando a cidade de Londrina, e recebeu seu certificado e uma medalha das mãos da Acadêmica Dinaura G. Pimentel Gomes.

As Acadêmicas Leonilda Yvonneti Spina e Dinaura G. Pimentel Gomes

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PALESTRA

"Dilemas morais relacionados à busca 
pelo aperfeiçoamento da espécie"
Acadêmico Elve Miguel Cenci *


O palestrante abordou os avanços biotecnológicos impulsionados pelos investimentos da livre iniciativa, observando o conceito de autonomia privada relacionada à conformação de dois paradigmas de Estado de Direito – Liberal e Social- no plano das negociações e do desenvolvimento biotecnológico no tocante a manipulação de genes. Apesar da importância do desenvolvimento científico e econômico assegurado pela autonomia privada, devem ser consideradas as possíveis conseqüências nocivas da atividade da biotecnologia empresarial, em especial, a manipulação de genes da espécie humana: o dano genético e as eugenias. 
Para tanto, a participação política da sociedade é fundamental para orientar conduta da biociência no cumprimento dos direitos humanos do Estado Democrático de Direito, definindo o liame entre a liberdade científica e a proteção à espécie humana. 
Tem-se, para a configuração do Estado, o modelo de democracia deliberativa habermasiana para promover o desenvolvimento biotecnológico atrelado aos padrões éticojurídicos, conciliando a autonomia privada com a autonomia pública.

* Graduação em Filosofia pela Universidade de Passo Fundo - RS, mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, doutorado em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É professor associado da Universidade Estadual de Londrina. Leciona nos cursos de Filosofia e Direito. É avaliador de instituições da educação superior e de cursos de graduação / INEP/MEC e comenta política na rádio CBN de Londrina.

Nosso Acadêmico Paulo Briguet, cidadão honorário de Londrina



Embora com atraso, a Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina registra o título de Cidadão Honorário de Londrina recebido pelo nosso confrade Paulo Briguet, no dia 25 de agosto. Cronista da Folha de Londrina, o jornalista recebeu o título na Câmara Municipal de Londrina, através de projeto de lei do vereador Filipe Barros.


Registramos a presença de cinco Acadêmicos para prestar homenagens ao conceituado jornalista: da esquerda para a direita, Fátima Mandelli, Julio Ernesto Bahr, Saide Maruch, Nelso Atílio Ubiali e Dr. José Ruivo.

Extratos da reunião de 14/05/2017



Mesa diretiva, composta pelo palestrante Prof. Marco Antonio Rossi, 
Acadêmicas Maria Eliana Palma,
Leonilda Yvonneti Spina e Jeanette Monteiro De Cnop

A reunião foi novamente abrilhantada pelo nosso
Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Matos


DESTAQUES ACADÊMICOS
DECLAMAÇÃO
"Estrela-Guia"
Pela Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina,
de sua autoria

No laço de fita, a graça da vida
que palpita na alma em flor.
Nas brincadeiras de roda, amarelinha,
a ânsia de abraçar o mundo sozinha.
Vencer os tabus, o pavor do pecado, 
- velhos preconceitos de tempos passados.

Brincar, sorrir, sonhar... 
Antever o amanhã colorindo o horizonte:
- arco-íris embelezando a vida! 

Mais tarde... Jovem em busca do amor.
Sufocados suspiros, segredos, paixão...
(E a árdua conquista da profissão!)

Depois... Mulher e mãe a empreender
dupla jornada! No trabalho, nas lides do lar:
- Regando flores, aquecendo o leite, 
aprontando a merenda, 
ajeitando a gravata do bem-amado. 

Mulher forte, enfrentando vendavais,
oferecendo o ombro amigo, uma palavra
de entusiasmo, compreensão, incentivo.

Espiando a vida passar pela vidraça, 
vê os filhos crescerem e a indesejável 
chegada de inevitáveis cabelos brancos.
O batom, o perfume, a vaidade sempre presente.
O presente de cada dia: a família reunida.

Aos poucos, os filhos alçam voo,
deixando o calor do ninho.
- A tristeza da ausência, a confiança no futuro!

Agora... Feliz, a acariciar os filhos
dos filhos seus, na sublime missão
de todas as mulheres, abençoadas por Deus!

- Angústia ou medo de envelhecer? 
Não! Perceber na presença de cada ruga
(disfarçada é claro, que vaidade é preciso),
um tributo aos bons anos vividos.
Enriquecer-se a cada dia,
acumulando sabedoria.

Desfrutar com prazer a maturidade
e orgulhosamente exclamar:
- Vivi de verdade! Não passei
pela vida, simplesmente... 

Deixarei esta marca, 
o toque de minha passagem:
- A coragem de enfrentar o mundo
com fé, otimismo e alegria. 
Como mulher, mãe, companheira. 
- Farol, leme... Estrela-guia!
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PRESENÇAS ESPECIAIS:
A Presidente da Associação das Academias de Letras, Ciências e 
Artes do Paraná (ALCA), Acadêmica Maria Eliana Palma, 
fazendo uso da palavra

A Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina teve a honra de receber os Acadêmicos Maria Eliana Palma (Presidente da Associação das Academias de Letras,  Ciências e Artes do Paraná - ALCA), Jeanette Monteiro De Cnop, Presidente da Academia de Letras de Maringá (ALM), Artur Palú e José Eduardo Benelli, da Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná.
Maria Eliana Palma falou sobre os projetos da Associação, entre eles, conseguir-se a Declaração de Utilidade Pública, na esfera estadual, a todas as Academias paranaenses, ligadas àquela instituição. Falou também sobre a publicação do histórico das Academias, em que cada entidade informará sobre a sua instalação, as atividades desenvolvidas, relação de titulares, com seus currículos, fotos e textos. Cada Academia lançará seu livro. Ela ressaltou ainda que é necessário haver uma interação entre as Academias do Paraná.

Acadêmicos José Eduardo Benelli, Clodomiro José Bannwart Jr., 
Jeanette Monteiro De Cnop, Maria Eliana Palma,
Leonilda Yvonneti Spina, Neusi Berbel, Aparecida de Fátima Pedrosa Mandelli 
Rosa Maria de Mello Bomfim
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MOMENTO DE ARTE 

Apresentação musical 
Os flautistas Marcos Pelisson, arquiteto, integrante da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Nívea Nasser, professora de música, especialista em flauta transversal, abrilhantaram nossa reunião, apresentando com flautas transversais músicas eruditas e populares, inclusive "Maringá", de Joubert de Carvalho, em homenagem às ilustres visitantes.

Entrega dos certificados de participação aos dois músicos, Marcos Pelisson e Nívea Nasser,
pelas Acadêmicas Pilar Álvares Gonzaga Vieira e Leonilda Yvonneti Spina
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PALESTRA
A concepção de Esperança em Walter Benjamin
Prof. Marco Antonio Rossi *


Walter Benjamin (1892-1940):
- um pensador ímpar e extremamente paradoxal (que não é mesma coisa que incoerente): materialista e preocupado com questões teológicas; melancólico – distraído, sonhador, coração profético, colecionador de fracassos - e bem-humorado – condição fundamental da dialética e de revitalização da esperança; marxista e ferrenho crítico de uma visão evolucionista da história.
- um sujeito cuja vida pessoal acumulou insucessos e infortúnios: não teve sua obra aceita na universidade alemã, amou uma mulher impossível (Asja Lacis), foi vítima do nazifascismo da intolerância política de seu tempo (e depois dele também).
- era carismático e possuía em si um enorme centro catalisador das diferenças: foi amigo de três grandes personalidades que se odiavam mutuamente – Adorno, Brecht e Scholem).
- era visto com entusiasmo e profundo respeito por autores de espectros ideológicos muito diferentes do seu:
- Hannah Arendt: um homem sensível, de ideias originais e extremamente inteligente, uma raridade em meio a um quinhão de excentricidades
- José Guilherme Merquior: o melhor ensaísta alemão do século XX
- Mario Vargas Llosa: uma mente invejável
- Ernst Bloch: “um pouco palhaço, excêntrico, mas de maneira altamente fecunda”.
- um coração inquieto, uma mente perturbadora: manteve a crença.
- um filósofo que visa uma nova intepretação da história.
- um nostálgico que sonha com o futuro.
- o progresso é uma tempestade que deixa em seu rastro catástrofes permanentes.

Angelus Novus (1920), de Paul Klee, e o “anjo da história”.
“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos de progresso”. (Walter Benjamin, “Obras Escolhidas”, tradução: Sérgio Paulo Rouanet, 1994 – 7.ed. Editora Brasiliense. p.226.)

- Benjamin representa, então, a renovação do marxismo e carrega consigo uma crítica mordaz à suposta “racionalidade do progresso histórico”.
Livro de autoria do palestrante
sobre o tema da palestra
- nas “Teses sobre o Conceito de História”, ilumina o cenário do pensamento crítico do século XX e traz à lume uma enorme variedade de novos temas: a religião, a utopia, a política, a arte, a infância...
- uma frase importante de Benjamin:
“Antes que a centelha chegue à dinamite, é preciso que o pavio que queima seja cortado”. (Rua de mão única).
- combate à concepção de temporalidade abstrata, que vê a história como uma sucessão de eventos sempre em direção a um futuro melhor e acaba desenvolvendo um poderoso fetiche pelo novo.
“Os dominantes do presente são os herdeiros de todos os que, algum dia, venceram [...] Todo aquele que até hoje obteve a vitória caminha junto no cortejo do triunfo que conduz os dominantes em marcha sobre aqueles que, hoje, jazem por terra”.
- o presente, portanto, deve atualizar o passado, arrancando-lhe a tradição do conformismo e dele se apoderando – realizar as ESPERANÇAS PRETÉRITAS.
- o presente, portanto, é uma “seleção de possíveis”, pela qual se interrompe a dominação abstrata do tempo e se permite elaborar um projeto verdadeiramente revolucionário.
- temporalidade messiânica: uma ruptura com o tempo homogêneo do progresso.
- um caso para pensar, hoje, a partir de Benjamin: a questão ambiental.
- um marxista herético (da imprevisibilidade): uma história aberta, na qual o futuro não se concebe antecipadamente
- a DIALÉTICA de Benjamin:

PASSADO (TEMPO-LUGAR DA ORIGEM, ILUMINAÇÃO)
PRESENTE (TEMPO-LUGAR DE ONDE SE VÊ O MUNDO) 
FUTURO (TEMPO-LUGAR QUE SE PODE ALCANÇAR)

- evitar a BARBÁRIE de nossa época (bombas, guerras e genocídios em massa, graças à racionalidade moderna, o aparato tecnológico, a administração burocrática e eficiente de recursos)
- evitar a BARBÁRIE - a prevalência da cultura burguesa (fugaz, supérflua, reificadora): “escova a história a contrapelo”.
Entrega do Certificado de Participação
ao palestrante Prof. Marco Antonio Rossi,
pela Acadêmica Maria Eliana Palma
- a LINGUAGEM: o lugar das ideias (no caso de Benjamin, das mônadas: ideias universais e independentes que definem coisas e evitam que os fenômenos se percam no tempo).
- as ideias não são as coisas, mas fala SOBRE elas: alegorias (representa uma coisa para dar a ideia de outra; “dizer do outro”; fábulas de Esopo; interpretação, narração e intertextualidade)
- Antonio Candido: a ficção nos integra; a capacidade de “fabular”/”alegorizar” (desenvolver imaginação e criatividade) permite que, mais tarde, sejam encontradas na realidade as coisas, as personagens e os cenários apresentados pela literatura.
- ERLEBNIZ: o indivíduo provado, isolado e suas vivências imediatas, descoladas do mundo da vida.
- ERFAHRUNG: o conhecimento adquirido pela experiência que se acumula e se compartilha (a grade “viagem”, a integração sujeito / objeto, a autocrítica, o cuidado com os excessos de pessoalidade e subjetividade narrativas. Ex. “Infância berlinense”).
Remo Bodei: “Benjamin quis pensar as ruínas antes que elas se produzissem”.

Marco Antonio Rossi é sociólogo e professor do Departamento de Ciências Sociais da UEL. É autor dos livros de poesia "Nas ruas do mundo" e "Meu tempo" e recentemente, lançou a obra "Coração de Benjamin", que reúne crônicas redigidas entre 2011 e 2016.

Extratos da reunião de 09/04/2017

Mesa diretiva: ao centro a Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina, presidente, 
ladeada pela Acadêmica Pilar Álvares Gonzaga Vieira, vice presidente 
e pelo palestrante Prof. Dílson Catarino

Nosso Mestre de Cerimônias,
Jonas Rodrigues de Matos

Leitura do Credo Acadêmico, pela 
Acadêmica Rosa Maria de Mello Bomfim

DESTAQUES ACADÊMICOS:

Declamação

FLOR DO ABISMO
(Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina, 
de sua autoria)

Disse-me a índia
que era “flor do abismo”
e a colocara sobre a mureta do portão.

Era estranha... e sobre enorme
tubérculo, envolto em terra e musgo,
surgia imponente, sobre o caule
longo e roliço... Folha nenhuma.

As pétalas cor-de-rosa,
semifechadas,
anunciavam a exótica flor.

A índia se pôs a dizer
como ela era bonita (a flor),
e qual a forma de cultivá-la
com amor, para sempre florir... 
E eu, preocupada
com os compromissos de então,    
quase não lhe dava atenção.

Dei-lhe arroz, dei-lhe pão...
Mas não lhe comprei a flor,
à qual, com singeleza,
dera tanto valor.
Ponho-me agora a pensar
no abismo que há entre os seres:
- A índia vendia uma flor...
E eu, preocupada com os afazeres!

Era apenas uma flor,
com as pétalas recém-nascidas.
Quem sabe, com muito amor,
encantariam crescidas...

A índia quis explicar 
como a flor era bela.
- Onde fora encontrar
uma raridade daquela?

- Quanto sacrifício terá feito
(hoje eu cismo...)
para colher a “flor do abismo”?

A índia, a criança sentada
no chão e a estranha flor colocada
sobre a mureta do portão.  

Ah! Meu Deus! Como esta
cena me comove o coração!
Penso na face desbotada
da mulher humilde, toda prosa,
em contraste com o porte altivo 
daquela flor cor-de-rosa!

Fico triste, enquanto cismo
com a fascinante “flor do abismo”!

Se um dia cruzar com a índia
pelas ruas da cidade,
comprar-lhe-ei uma flor
na primeira oportunidade.

Se é verdadeira ou não
e se algum dia irá vingar,
não faz a menor diferença...

Quero ouvi-la falar
do quanto a flor é bela,
encarar-lhe o olhar opaco
e dizer que acredito nela.

Pois eu, por comodismo,
fiquei com a triste visão
da índia, a criança...
E a “flor do abismo”
sobre a mureta do portão! 
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Apresentação


MONTEIRO LOBATO E A CRITICIDADE DA JUVENTUDE 
Acadêmico Léo Pires Ferreira


Aos seis anos, meninas já não se acham tão inteligentes.

Meninos lideram, fazem grandes descobertas científicas e são muito, muito inteligentes.   As meninas, nem tanto.  É essa a imagem que muitas garotas têm de si mesmas já a partir dos seis anos de idade.  Segundo os cientistas, é a partir dessa idade que os estereótipos relacionados a gênero começam a se firmar. 
Até os cinco anos, garotas e garotos associam de modo semelhante o próprio gênero à inteligência. Contudo, a partir dos seis anos, as garotas se mostravam significativamente menos propensas a fazer tal associação.  
Não há como determinar um único fator responsável pelo que é observado, é um fenômeno cultural, relacionado ao mundo da criança. 
Segundo a Unesco, professores, de ambos os sexos, interagem mais com garotos em sala de aula, o que pode desencorajar a pro-atividade entre as meninas.
(Folha de Londrina, Caderno Cidades/Saúde, 06.02.2017)
Esse comporamento diferencial entre meninas e meninos é preocupante. Assim, há a necessidade de ações direcionadas à discussões para a correção desse tipo de desajuste educacional e social. 
À luz desse problema, certas ideias e atividades da Emília, a boneca-gente do Sítio do Picapau Amarelo, possibilitam mudanças no seu enfrentamento. São textos pinçados de obras de Monteiro Lobato que mostram a capacidade de criticidade de uma boneca pensante. 
CAÇADAS DE PEDRINHO. Dona Benta recebe a visita do dono do circo alemão e de seu advogado, na busca do animal.  Para se ver livre de ambos, Emília sugere que Dona Benta ofereça a eles rapé. Como sendo rapé, ela lhes oferece o pó de pirlimpimpim que, tão logo aspirado, faz com que ambos desapareçam instantaneamente. Esse é o modo de ação desse pó, criado pelo Visconde de Sabugosa, para que os habitantes do Sítio façam viagens. Assim, se livram do dono do circo alemão e de seu esperto advogado.
A REFORMA DA NATUREZA. As duas senhoras idosas do Sítio, Dona Benta e Tia Nastácia, são convidadas pelos “mandantes do mundo” (reis, presidentes e ditadores  ...) para irem lhes ensinar a paz. 
A Emília fica sozinha no Sítio e promove uma reforma da natureza. Cria o ‘livro comestível’, na vaca Mocha, bota ‘bolinhas de feltro’ como proteção nos chifres e troca duas das quatro tetas por torneirinhas, produz o 'pássaro ninho' com uma depressão nas costas do pássaro-macho, criando ali um ninho para que os machos tenham a obrigação do cuidado com os filhotes. Fica pensando no erro da natureza em colocar o fruto enorme e pesado da abóbora em uma planta com um ramo tão delicado e o fruto da jabuticaba, pequeno e leve, preso ao tronco da árvore.
OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES. É a ‘dadeira de ideias’. Sentada no ombro musculoso do herói Hércules, vai dizendo, à altura do seu ouvido, tudo o que ele deve fazer a cada passo das tarefas a serem realizadas.
MEMÓRIAS DA EMÍLIA. – A vida senhor Visconde é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre? – perguntou o Visconde. – Depois que morre vira hipótese.  É ou não é?   O Visconde teve de concordar que era.
“Emília faz coisas de louca, e também coisas que até espantam a gente, de tão sensatas. Diz asneiras enormes, e também coisas tão sábias que Dona Benta fica a pensar. Tem saídas para tudo. Não se aperta, não se atrapalha.  
“Um dia, em que muito me impressionei com qualquer coisa que ela disse, propus-lhe esta pergunta: – Mas, afinal de contas, Emília, que é que você é?”.
“Emília levantou para o ar aquele implicante narizinho de retrós e respondeu : 
– Sou a Independência ou Morte”. Na realidade, o que Emília é, é isso: uma independenciazinha de pano. 
ALTER-EGO LOBATIANO. Lobato dizia que ao escrever suas obras, na ocasião da datilografia dos textos, quem apertava os dedos dele sobre as teclas da máquina de escrever era a Emília.

(Monteiro Lobato / Obras Completas – Editora Globo
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MOMENTO DA LÍNGUA PORTUGUESA


Textos Oficiais: uso do pronome de tratamento; de títulos honoríficos e harmonização do tratamento na Academia
Prof. Dr. Vladimir Moreira

CORRESPONDÊNCIAS E ATOS OFICIAIS

Quadro demonstrativo das formas de tratamento:

DESTINATÁRIO
TRATAMENTO
ABREVIATURA
VOCATIVO
ENDEREÇAMENTO
Oficiais ate Coronel, funcionários graduados (diretores, chefes de seção) profissionais liberais, pessoas de cerimônia, demais autoridades
Vossa Senhoria
V.Sª.
Senhor (seguido do cargo)
Ao Senhor
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Cidade/UF
Monsenhores, sacerdotes, clérigos e religiosos em geral
Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima
V.Rev. ou V.Sª Revmª.
Reverendíssimo Senhor (seguido do titulo) Ex: Reverendíssimo Senhor Monsenhor.
A Sua (Senhoria) Reverendíssima
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Cidade/UF
Bispos e arcebispos
Vossa Excelência Reverendíssima
V.Exª Revmª
Excelentíssimo ou Reverendíssimo Senhor (seguido do titulo) Ex; Excelentíssimo ou Reverendíssimo Senhor Bispo
A Sua Excelência Reverendíssima Dom
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Cidade/UF
Cardeais
Vossa Eminência Reverendíssima ou Vossa Eminência
V.Emª Rermª ou V. Emª
Excelentíssimo ou Reverendíssimo Senhor (seguido do titulo) Ex; Excelentíssimo ou Reverendíssimo Senhor Cardeal
A Sua Eminência Reverendíssima Dom
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Cidade/UF
Papa
Vossa santidade
Não se admite a forma abreviada
Santíssimo Padre
A Sua Santidade o Papa
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Cidade/UF
Reitor de universidade, Vice-Reitor, Pró-Reitor
Vossa magnificência ou Vossa Excelência
V.Mag.ª ou . Exª
Magnífico Reitor ou Excelentíssimo Senhor reitor
A Sua Magnificência o Senhor
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Cidade/UF
Presidente e Vice-presidente da República
Vossa Excelência
Não se admite a forma abreviada
Excelentíssimo Senhor Presidente, ou Vice-Presidente da república Federativa do Brasil
Ao Excelentíssimo  Senhor
Nome do signatário
Cargo
Endereço
CEP       Brasília/DF

Não deve ser usado o tratamento Digníssimo às autoridades arroladas no quadro 3.1. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária a sua repetida evocação.
Vossa é empregado para a pessoa com quem se fala, a quem se dirige a correspondência. Ex.: “ Tenho a honra de convidar Vossa Excelência para.../” Comunicamos Vossa Senhoria que...”.
Sua é empregado para a pessoa de quem se fala. Ex.: “A placa comemorativa foi descerrada por Sua Excelência o Senhor Governador do Estado.”/” Em audiência concedida a um grupo de turistas gaúchos, Sua Santidade o Papa manifestou o desejo de visitar o Brasil”  (BELTRÃO, 1993, p. 90).

CONCORDÂNCIA PARA PRONOMES DE TRATAMENTO
Concordância de gênero: faz-se a concordância não com o gênero gramatical, mas com o sexo das pessoas por ela representada: Ex.: “ Vossa Senhoria será arrolado como testemunha.”/”Vossa Excelência será informada imediatamente sobre a solução dada ao caso.”/” Diga a Sua Excelência que nós o aguardamos no aeroporto.”
Concordância de pessoa: o verbo e os pronomes devem estar na terceira pessoa. Ex.:” Na expectativa de seu comparecimento, apresentamos a Vossa Senhoria nossas atenciosas saudações.”/”Vossa Excelência e sua comitiva serão nossos convidados.”/”Dirijo-me a Vossa Excelência, Senhor Ministro, a fim de informá-lo do ocorrido.”
Grafia (por extenso ou abreviada) das formas de tratamento: não há normas rígidas nesse particular, à exceção da fórmula de tratamento para Presidente e Vice-Presidente da República. Quanto aos demais destinatários (autoridades e particulares em geral), existem algumas recomendações internas a certos órgãos. A forma por extenso demonstra maior respeito e deferência, sendo, pois, recomendável em correspondência mais formal ou cerimoniosa. Na correspondência interna e na externa mais informal, nada impede que se abrevie a forma de tratamento. Na correspondência interna informal, isto é, aquela trocada sobre assuntos de rotina entre chefes de seções, chega-se a omitir as formas de tratamento, substituindo-as pelos pronomes pessoais oblíquos da terceira pessoa. Ex.: “ Comunico-lhe que...”
Tratamento e variações pronominais: alguns autores não recomendam o uso, no corpo da correspondência, dos pronomes possessivos (seu, sua) e das formas pessoais oblíquas (o, lhe) em substituição às formas de tratamento. Outros, no entanto, não vêem nenhum inconveniente no emprego desses pronomes com a finalidade de se evitar a repetição das formas de tratamento. O aconselhável parece ser que se empreguem as formas de tratamento na introdução e no fecho, usando-se no corpo da correspondência, sempre que se fizerem necessárias, as formas pronominais seu, sua, o e lhe.
Singular ou plural?: Numa comunicação oficial, quando quem a subscreve representa o órgão em que exerce suas funções, será preferível o emprego da primeira pessoa do plural. Ex.:” Comunicamos a Vossa Senhoria...”/”,Temos a honra de convidar Vossa Excelência para... “/”Encaminhamos a Vossa Senhoria, em anexo,...”. Quando o ato contiver assunto de responsabilidade exclusiva e pessoal de quem o assina, aí, então, caberá o emprego da primeira pessoa do singular: Ex.: “ Atesto, para fins de...”/” Em cumprimento ao despacho ...” / “.Certifico que...” (BELTRÃO, 1993, p.72-75)

Lembretes 
Nas correspondências, reservar palavras como “honra”, “satisfação”, “prazer” e outras semelhantes para a transmissão de mensagens que sejam, realmente, motivo de honra,satisfação, prazer, etc.
Ex.: “ Temos a honra de convidar Vossa Excelência para comparecer à solenidade ..”.;
“Temos a satisfação de comunicar a Vossa Senhoria que, a partir desta data, temos à sua disposição ...”;”.Temos o prazer de enviar-lhe um exemplar do primeiro número da publicação ...”; “.Ficamos muito honrados com o convite para ...”...

Assinatura em texto oficial
Nome do signatário, cargo e função. O designativo do cargo ou função deve ser separado por vírgula do nome, pois se trata de um aposto. Não se antepõe qualquer título profissional ao nome; cargo ou função não deve ser grafado com maiúsculas (só a primeira letra).

Exemplo:         Vladimir Moreira,
    Coordenador do Programa PDE.

Detalhes
Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. 
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República,  doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. O tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
“Doutor” vem do latim doctor, que significa “mestre, o que ensina”. Até meados do século 11, designava quem dominava uma área do conhecimento, como professores e teólogos.
A primeira universidade a empregar o referido título foi a de Bolonha, na Itália, por volta do século XII d.C. 
No Brasil imperial, em agosto de 1827, foi promulgada uma lei que instituía dois cursos de Direito no Brasil, um em Olinda e o outro em São Paulo. Ficou acertado que o título de doutor seria concedido aos advogados que tivessem bacharelado e que posteriormente defendessem uma tese. Mas somente seria chamado de doutor se o advogado atuasse na profissão e se defendesse uma tese. Se apenas concluísse o curso seria chamado apenas de bacharel.
Com relação aos médicos (que somente foram chamados de doutor no século XIX) a explicação pode estar na força etimológica da palavra doutor com a associação ao ensino, ao magistério, que pressupõe uma função que exige notório conhecimento.

Tratamento na Academia
Academia (do grego antigo Ακαδήμεια, transl. Akadémeia, transl. Akádēmos, "Academo") é o nome dado, no Ocidente, a várias instituições vocacionadas para o ensino superior e ensino universitário na promoção das suas atividades nomeadamente as artísticas, literárias, científicas e físicas, filosóficas, etc.
A designação provém da escola de filosofia que o Platão fundou Grécia Antiga, em 387 a.C., junto a um jardim a noroeste de Atenas, em terreno dedicado à deusa Atena que, segundo a tradição, pertencera a uma personagem mitológica com o nome de Academo.
Muitas academias tornaram-se famosas através de tempos e lugares, nas várias áreas de sua atuação. Entre as academias de letras, tornou-se paradigmática a Academia Francesa, cujo modelo inspirou a Academia Brasileira de Letras
A harmonia no tratamento usado na Academia é muito interessante, uma vez que ao se tornar membro efetivo da Academia, o indivíduo passa a participar de um grupo específico: de Acadêmicos.
Nos momentos em que se reúnem os membros da Academia, os títulos honoríficos passam para segundo plano, todos são ACADÊMICOS. 

Polêmica envolvendo o pronome de tratamento
O Prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) publicou nesta quinta-feira (6) uma portaria que determina o fim do tratamento de referência como "Vossa Excelência" ou "Ilustríssimo" em documentos públicos e cerimônias da Prefeitura. A partir de agora, é para chamar de "senhor" ou "senhora". (G1)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Normas sobre correspondência e atos oficiais. Brasília: 1994. 
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PALESTRA

RESPONSABILIDADE INTEGRAL
Prof. Dílson Catarino

O palestrante Prof. Dílson Catarino oferece variações no tema proposto, dependendo do público ao qual se dirige. 
Se são jovens, ele se refere às responsabilidades que devem ter quanto ao corpo, ao espírito, à razão e à emoção. 
Se adultos pais de jovens, às responsabilidades em estabelecer os limites necessários à formação de um indivíduo consciente de seus deveres e direitos. 
Se professores, às responsabilidades em ajudar os jovens a aprender a conviver em sociedade. 

Nesta palestra apresentada na nossa Academia de Letras, o palestrante optou por comentar livros que trazem algum ensinamento acerca da responsabilidade:
O Pequeno Príncipe, quanto à responsabilidade de criar laços e os manter; 
O Ensaio sobre a Cegueira, quanto à responsabilidade de se manter alerta aos problemas na sociedade e não fugir a eles, como grande parte dos cidadãos o faz; 
O palestrante Prof. Dílson Catarino recebendo
o Certificado de Participação das mãos da
presidente Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina
Memórias Póstumas de Brás Cubas, quanto à responsabilidade de ensinar o bom comportamento aos jovens para que sua formação seja fortalecida e para que seja criado um adulto de caráter íntegro. 
A cada palestra o palestrante transmite uma sucessão de ideias, sensações, teorias, etc.


Dílson Catarino é Professor de Linguagem e Comunicação, pós-graduado em 
Psicopedagogia e em Ética e Valores na 
Educação. Autor de vários livros, palestrante, 
conferencista e consultor.